Mantega diz que medidas para segurar o real podem incluir IOF

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que o governo não descarta a possibilidade de alterar a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente sobre entrada de Capital externo na Bolsa de Valores e em renda fixa, mas não há nenhuma alteração iminente. Ele reforçou que todas as alternativas para evitar uma valorização excessiva do real estão sendo estudadas.

"Não há nada definido, mas todas as possibilidades ficam em aberto. Isso se o Câmbio se comportar de forma inadequada. Há várias medidas, inclusive no âmbito do Banco Central", afirmou o ministro.

Ele ressaltou que segue atento ao movimento de todos os mercados, para analisar se há algum desequilíbrio que justifique a aplicação de alguma medida nessa ordem. "Não há previsão de fazer alteração de IOF na Bolsa porque não há um fluxo fora do normal, então não se prevê isso. Em relação à Renda Fixa não há também, mas desde que os mercados se comportem", afirmou.

"Eu não posso antecipar alguma coisa sem observar se há um problema ou um excesso de aplicações em renda fixa. Neste momento não há um excesso", complementou Mantega.

O ministro ainda citou a atuação do Fundo Soberano, que poderá adquirir Moeda caso considere necessário. Mais cedo, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que o Fundo Soberano ainda não realizou nenhuma compra no mercado de câmbio.

Mantega ainda admitiu que a operação de Capitalização da Petrobras era vista com preocupação, pois envolvia uma forte entrada de recursos externos. 'Mas ela já está sendo digerida, principalmente com compras do BC no mercado à vista', disse.