O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a prorrogação da desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para caminhões, tratores e reboques até o dia 31 de dezembro deste ano. O incentivo da alíquota zero terminaria no fim de junho. Também foi mantida a redução do imposto para caminhonetes e veículos do tipo picape, que está hoje em 4%. Também foi anunciada a prorrogação até o fim do ano da desoneração do IPI para Bens de capital, que inclui silos de armazenagem, partes e peças de equipamentos e máquinas.
Segundo o ministro, ao todo, o governo deixará de arrecadar com os incentivos R$ 755 milhões nos próximos seis meses. No caso de caminhões e tratores, a prorrogação terá um impacto fiscal da ordem de R$ 280 milhões. Já para os comerciais leves, o efeito será de R$ 105 milhões. Mantega disse que o setor foi um dos últimos a começar a se recuperar da crise.
- O objetivo é manter o incentivo para um setor que começou a se recuperar da crise tardiamente no Brasil - afirmou o ministro.
No caso dos Bens de capital, a renúncia fiscal será de R$ 390 milhões até dezembro.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, contou que ainda negocia com empresários do setor de autopeças um redutor para o Imposto de Importação.
- Mas não houve consenso - informou, acrescentando que há um prazo de 30 dias para que o setor encaminhe ao governo uma lista de autopeças que não são produzidas no Brasil e que poderão se beneficiar com uma tributação menor.
Tanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quanto Miguel Jorge justificaram que a medidas anunciadas hoje são incentivos ao aumento de Investimentos no país.
- Por hoje é só. Quem sabe, amanhã tem mais - brincou Mantega.
Mantega disse que a redução do imposto do aço não está na pauta da Câmara de Comércio Exterior (Camex), nesta quinta. Ele recebeu representantes do setor nesta quarta-feira. Setores do governo estavam insatisfeitos com aumento dos preços e ameaçavam reduzir o imposto de importação do produto.