Projeção de alta do PIB cai de 0,41% para 0,40% em 2017
Para 2018, a estimativa para o crescimento da economia permanece em 2,5%, de acordo com a pesquisa Focus
O mercado financeiro reduziu pela segunda semana consecutiva a previsão para o crescimento da economia neste ano.
De acordo com a pesquisa Focus divulgada na manhã desta segunda-feira (17/04), pelo Banco Central (BC), a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 caiu de 0,41% para 0,40%.
Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,48%. Para 2018, a estimativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,5% pela quarta semana seguida.
Ao contrário da piora da previsão para o conjunto de toda a economia, as projeções para a produção industrial para 2017 subiram de 1,20% para 1,26%. Há um mês, estava em 1,22%.
Para 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial também subiu de 2,19% para 2,28%. Quatro semanas antes, essa previsão era de 2,10%.
Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 caiu de 51,50% para 51,40%.
Há um mês, estava em 51,65%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus recuaram de 55,00% para 54,85%, ante o patamar de 55% observado quatro semanas antes.
BALANÇA COMERCIAL
Economistas do mercado financeiro elevaram pela quarta semana seguida a previsão para o superávit da balança comercial em 2017.
A estimativa de saldo positivo este ano subiu US$ 50,90 bilhões para US$ 52,00 bilhões, ante US$ 48,10 bilhões de um mês antes.
A elevação observada nas últimas semanas acontece a despeito do impacto negativo da Operação Carne Fraca - que encontrou graves fraudes no agronegócio.
Para 2018, os economistas do mercado reduziram ligeiramente a projeção de superávit de US$ 42,49 bilhões para US$ 42,00 bilhões. Há um mês, a expectativa estava em US$ 40,00 bilhões.
Para as transações correntes, as previsões coletadas pela pesquisa Focus para 2017 indicaram expectativa de manutenção no saldo negativo em US$ 26,00 bilhões.
A previsão de déficit externo em 2018 subiu ligeiramente, de US$ 36,25 bilhões para US$ 36,75 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 26,60 bilhões e US$ 37,65 bilhões, respectivamente, em 2017 e 2018.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário.
A mediana das previsões para o IDP em 2017 segue em US$ 75,00 bilhões. Para 2018, a perspectiva de entrada de investimento direto subiu de US$ 74,00 bilhões para US$ 75,00 bilhões.
Quatro semanas antes, o mercado previa entrada de US$ 72,00 bilhões e US$ 74,50 bilhões, respectivamente.
A projeção do BC para 2017 é de IDP de US$ 75,00 bilhões.
IPCA
O mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a expectativa para o IPCA em 2017.
A pesquisa Focus mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 caiu de 4,09% para 4,06%.
Há um mês, a previsão estava em 4,15%.
Já a projeção para o IPCA de 2018 recuou de 4,46% para 4,39% na segunda queda seguida Quatro semanas antes, a previsão estava em 4,50%.
As projeções de mercado para os dois anos, portanto, indicam expectativa de que a inflação ficará abaixo do centro da meta de 4,50%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 também cedeu e passou de 4,11% para 4,03%.
Para 2018, a estimativa do grupo permaneceu em 4,25%. Quatro semanas atrás, as expectativas desses cinco analistas estavam em 4,20% e 4,30%, respectivamente.
SELIC
A abertura das previsões para o juro básico da economia nos próximos meses mostra que o mercado financeiro manteve a previsão para o comportamento da taxa Selic no período.
Para os economistas consultados na pesquisa Focus, o juro será reduzido novamente em 1 ponto porcentual na reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) - mesma decisão anunciada na semana passada pelo Banco Central.
Segundo a abertura dos dados, a mediana das previsões para o patamar do juro seguiu em 10,25% para junho.
Assim, os números indicam expectativa de redução da taxa - atualmente em 11,25% - de um ponto na próxima decisão.
Para os meses seguintes, prevalece a previsão de reduções menos intensas.
Para julho, a aposta é que a taxa Selic será cortada em 0,75 ponto porcentual, para 9,50%. Em setembro, a redução seria de 0,50 ponto, o que levaria o juro para 9%.
Depois, o ritmo seria reduzido com a redução da Selic em 0,25 ponto em outubro e dezembro, o que levaria a taxa básica para 8,75% e 8,50%, respectivamente.
Dezembro seria o último movimento e analistas apostam em juro estável a partir de janeiro de 2018.